Jan 27 2022
Abgelaufen!
18:00 - 21:00
W3 Hamburg

Seeds: Black Women in Power | Sementes: Mulheres Pretas no Poder

Dokumentarfilm / Documentário von / de Julia Mariano und / e Éthel Oliveira (Brasilien/Brasil 2020, 105 Min, OT mit. eng. UT/ OT com Leg. eng.)

Anmeldung erforderlich

Austausch, Film
Do, 27.01.2022
18:00 – 21:00

Há uma tradução portuguesa mais abaixo na página.

 

Der Dokumentarfilm von Julia Mariano und Èthel Oliveira zeigt die Umwandlung von Trauer in Kampf. Als Reaktion auf die brutale Hinrichtung der Stadträtin von Rio de Janeiro, Marielle Franco, wurden die allgemeinen Wahlen 2018 zum größten von Schwarzen Frauen angeführten politischen Umbruch, den Brasilien je erlebt hat. In allen Bundesstaaten stellten sich Schwarze Politikerinnen gegen das Erstarken des Faschismus im Land. In Rio de Janeiro bewarben sich Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula und Talíria Petrone um die Posten der Abgeordneten auf Landes- und Bundesebene und strebten eine politische Erneuerung an. Der Dokumentarfilm begleitet diese Frauen bei ihren Kampagnen im Jahr 2018 und zeigt, dass eine neue Art, Politik zu machen, in Brasilien möglich ist.

Im Gespräch mit einer der Regisseur*innen und dem Kollektiv Miradas Feministas gehen wir der Frage nach, was drei Jahre später von dem Umbruch geblieben ist. Welchen Einfluss nehmen Schwarze Politikerinnen auf die brasilianische Politik?

Die Veranstaltung findet statt als Kooperation zwischen Miradas Feministas und der W3_Werkstatt für internationale Kultur und Politik.

 

Das feministische Kollektiv Miradas Feministas wurde 2018 als eine Diskussionsgruppe über feministische Themen im lateinamerikanischen Kontext gegründet. Miradas Feministas organisiert regelmäßige Treffen und Diskussionen über feministische Kämpfe in Lateinamerika. Hauptziel des Kollektivs ist es, die Diskussion über die diversen Aspekte der lateinamerikanischen Feminismen anzuregen und zu pflegen. Für einen möglichst hohen Grad an Diversität hat Miradas Feministas es sich zudem zur Aufgabe gemacht, ein Netzwerk mit den vielen verschiedenen Fraueninitiativen in und aus der Region aufzubauen. Innerhalb des Kollektives sind wir Frauen mit überwiegend akademischem Hintergrund, mit dem Willen, das universitäre System, die Gesellschaft und den Aktivismus miteinander zu verbinden, so dass alle davon profitieren und voneinander lernen können.

 

Júlia Mariano ist als Regisseurin, Produzentin und Drehbuchautorin tätig. Sie schloss ihr Regiestudium an der Film- und Fernsehschule von San Antonio de los Baños (EICTV) in Kuba ab (2005). Zwischen 2008 und 2009 war sie Gaststudentin an der Filmakademie Baden-Württemberg, Stuttgart, wo sie den Dokumentarfilm „Gegen den Strom“ drehte. Sie arbeitete als Rechercheurin und Drehbuchautorin für mehrere Fernsehsendungen, wie Vai Pra Onde? (MSW), Viver para Contar (Discovery Channel), Revista do Cinema Brasileiro (TV Brasil) und Conexões Urbanas (MSW). Im Jahr 2012 produzierte sie den Spielfilm „A Batalha do Passinho“ (Bester Dokumentarfilm bei der Mostra Novos Rumos auf dem Festival do Rio, 2013) und schrieb das Drehbuch dazu. 2014 führt Júlia Mariano Regie bei „Ameaçados“ – Publikumspreis auf dem Festival Curta.

 

Éthel Oliveira ist Dokumentarfilmerin, Cineastin und Cutterin. Sie studierte Sozialwissenschaften an der UFF, wo sie mit dem Ethnographischen Filmlabor zahlreiche Forschungsprojekte mit dem Volk der Guarani aus Rio und Mato Grosso do Sul entwickelte. Zehn Jahre lang lebte sie in Olinda, wo sie das gesamte Universum der Populärkultur in Pernambuco kennenlernte und zusammen mit einigen Gruppen Projekte zum Thema Volkskommunikation und Menschenrechte entwickelte. Ihre neuesten Werke sind „Terceira Diáspora“ und „Vinte de Novembro“ (2011), „Arremate“ (2017) und „Mostra Baobá de Cinemas Africanos do Recife“ (2018).

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Em resposta à execução de Marielle Franco, as eleições de 2018 se transformaram no maior levante político conduzido por mulheres negras que o Brasil já viu, com candidaturas em todos os estados. No Rio de Janeiro, Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone se candidataram aos cargos de deputada estadual ou federal. O documentário acompanhou essas mulheres, em suas campanhas, mostrando que é possível uma nova forma de se fazer política no Brasil, transformando o luto em luta.

Em uma conversa com as diretoras e com o coletivo Miradas Feministas exploramos a questão do que resta dessa rupture estrutural três anos depois. Que influência as mulheres negras têm sobre a política brasileira?

 

O evento é uma cooperação entre Miradas Feministas e a W3_Werkstatt für internationale Kultur und Politik.

 

O coletivo feminista Miradas Feministas foi fundado em 2018 como um grupo de discussão sobre questões feministas no contexto latino-americano. Miradas Feministas organiza reuniões e discussões regulares sobre as lutas feministas na América Latina. O principal objetivo do coletivo é estimular e manter a discussão sobre os diversos aspectos dos feminismos latino-americanos. Para o mais alto grau de diversidade possível, Miradas Feministas também fez sua missão de construir uma rede com as diversas iniciativas de mulheres na e da região. Dentro do coletivo, somos mulheres Latinas e não-Latinas, com formação predominantemente acadêmica, com a vontade de conectar o sistema universitário, a sociedade e o ativismo para que todos possam se beneficiar e aprender uns *com os* outros*.

 

Júlia Mariano: Atua como diretora, produtora e roteirista. Formada em direção na Escola de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV), em Cuba (2005), entre 2008 e 2009 foi estudante convidada da Baden-Württemberg Filmakademie, Stuttgart, Alemanha, onde dirigiu o documentário Gegen den Strom (Contra-Corrente). Trabalhou como pesquisadora e roteirista em diversos programas de televisão, tais como Vai Pra Onde? (MSW), Viver para Contar (Discovery Channel), Revista do Cinema Brasileiro (TV Brasil) e Conexões Urbanas (MSW). Em 2012, produziu e roteirizou o longa-metragem A Batalha do Passinho, (Melhor Documentário na Mostra Novos Rumos no Festival do Rio, 2013). Em 2014 Júlia Mariano dirige Ameaçados – Prêmio do Público no festival Curta.

 

Éthel Oliveira: Documentarista, cineclubista e montadora. Estudou Ciências Sociais na UFF onde desenvolveu inúmeras pesquisas junto ao Laboratório do Filme Etnográfico com povos guaranis do Rio e de Mato Grosso do Sul. Por dez anos anos residiu em Olinda onde foi atravessada por todo universo da cultura popular pernambucana e junto de alguns grupos desenvolveu projetos em torno do comunicação popular e dos direitos humanos. Seus últimos trabalhos são Terceira Diáspora e Vinte de Novembro (2011), Arremate (2017) e a Mostra Baobá de Cinemas Africanos do Recife (2018).

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